O camaleão percorre a rua calmamente. Muda de cor. Suavemente. Ao longe vê uma cabine telefónica. Vermelha. Calmamente passa junto à cabine.
Não consegue o que pretende: ser cabine.
Porque será? Pergunta
Lança de novo os olhos para dentro da cabine. Vê um peixe azul e violeta a falar a um telemóvel.
Não é possível - pensou. Afinal não é suposto que o peixe esteja numa cabine telefónica. Muito menos azul e violeta e ainda por cima com telemóvel. Mas... isto cheira a mar.
Calmamente atira-se ao mar ...
Era tarde quando percebeu que não sabia nadar e que o mar ali não era.