domingo, 30 de dezembro de 2012

Brazilië

 Entre todas as partes desse império que percorri até agora, não há nenhuma outra onde uma colônia de agricultores europeus tenha possibilidade de se estabelecer com mais sucesso do que ali. Eles encontrarão um clima temperado, um ar puro, as frutas do seu país e um solo no qual poderão desenvolver qualquer tipo de cultura a que estejam acostumados, sem grande dispêndio de energia. Assim como os habitantes do lugar, eles poderão criar gado; recolherão o seu estrume para fertilizar as terras, e com o leite, tão cremoso quanto o das regiões montanhosas da França, poderão fazer manteiga e queijo, que encontrarão fácil mercado nas partes mais setentrionais do Brasil.

Auguste de Saint-Hilaire, 1820.



















Aquarela do Brasil
Ary Barroso (1939)

Brazilië
Mijn Braziliaanse Brazilië
Mijn mulat inzoneiro
Ik zing voor jou in mijn vers
Ô Brazilië, samba, dat geeft
Wobble die Ginga maakt
Ô Brazilië van mijn liefde
Land van Onze Heer
Brazilië! Brazilië!
Voor mij ... voor mij is het ...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Haussmann

"Afin de mettre en valeur les monuments nouveaux ou anciens, il met en scène de vastes perspectives sous forme d'avenues ou de vastes places".
Mas Haussmann sabia que toda perspectiva leva a um ponto de fuga.



E as paralelas dos pneus n'água das ruas
São duas estradas nuas em que foges do que é teu.
No apartamento, oitavo andar, quebro a vidraça e grito
Grito quando o carro passa: Teu infinito, sou eu.
Sou eu, sou eu, sou eu...
Belchior

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

não preciso de ir a todos os lugares

Viajei muito por livros a vida toda, sou uma leitora-viajante, gostava de livros de aventuras. Não preciso ir a todos os lugares que eu queria ir. Se alguém vai e faz um bom road-movie, eu estou lá e já vi também, estou feliz.
Luanda Cozetti

No norte da saudade

Logo cedo, pé na estrada
Pra não ter porém
Pra não ter noite passada
Pra não ter ninguém
Atrás
Mais ninguém
Vou pra quem
Vai me ver noutra cidade
No norte da saudade, que eu vou ver meu bem
gilberto gil

O fim e o início. A viagem não acaba nunca.

A viagem não acaba nunca. Já os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. [...] O fim de uma viagem é apenas o começo de outra.
José Saramago. Viagem a Portugal

domingo, 27 de setembro de 2009

Huemul

"Shoam" para los tehuelches, "güemul" de los araucanos,
el huemul ha sido parte importante en la vida de los antiguos
habitantes de la Patagonia.

Nombre científico: Hippocamelus bisulcus
Medidas: hasta 1 m de altura en la cruz
Peso: Hasta 90 Kg
Hábitat: bosque abierto de lenga y matorral. Pastizales de altura (en verano)

Huemul: Um alfarrabista de Buenos Aires

















que no reviven el llanto del pehuen ni las caricias del huemul, fuego negro

aire negro silencio negro, antes ya no es, mañana ya no es, sólo negro

© Gregorio Andrés Echeverría

Vou ver Cristina




















Vou ver Cristina, vou ver Cristina, vou ver Cristina
e por onde vou, vou deixando
marcas do meu peito sangrando
Tim Maia

domingo, 30 de dezembro de 2007

Algarve Cabeça


foto pobrediabo
Encarei-o fixamente.
Olhos nos olhos e disse-lhe:
- E atão, pá?
Ele fingiu-se de morto ...

Erat lapis


fotoalrbc

Medio in via
Erat lapis
Erat lapis
Medio in via

Drumond de Andrade

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Lá, onde os ônibus se divertem e os cruzamentos são descontrolados ...





fotos podrediabo

Lá em Londres, vez em quando me sentia longe daqui
Vez em quando, quando me sentia longe, dava por mim
Puxando o cabelo, nervoso,
Querendo ouvir Celly Campelo pra não cair
Naquela fossa em que vi um camarada meu de Portobello cair
Naquela falta de juízo que eu não tinha nem uma razão pra curtir
GGil

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

na cidade, muitas cidades


agora são outros
os que do outro lado vieram
para esta margem
para o lado certo
uns vaidiadores
dos vários atlânticos
que nos unem e nos separam
atlânticos reais e imaginários
que abrem caminhos
outra já cá andava
do lado certo
uma vaidiadora
com os tejos ao fundo
os vários tejos com que se tecem vidas
dentro de uma vida
todos em neuquén
vaidiando horas para ir mais a sul do sul

sábado, 5 de maio de 2007

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

olhares sobre a cidade - pessoas

quantas cidades||quantas ruas||quantos vizinhos||quantos jardins||quantas vidas||quantas histórias||quantos cafés abertos e fechados||quantas caminhadas||quantas solidões||quantos olhares
habitam em cada pessoa que constrói a cidade?


fotos aav||almada

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

tantos mundos num banco sentado

Muitas vezes me desloquei para a estação dos caminhos-de-ferro com o fim de não me deslocar para lado nenhum. Ficava no banco de madeira a olhar a gente transitando. E me abandonava naquele assento durante horas, sem que o tempo me pesasse. Talvez eu viajasse mais que os próprios passageiros que chegavam e partiam. A minha cidade era pequena, tão pequena que os domingos, com o seu tédio antecipado, não eram notados. Eu inventava os meus tempos fora do Tempo, ali na arrastada azáfama da estação ferroviária.
mia couto

domingo, 28 de janeiro de 2007